Dias de Inferno na Síria – Klester Cavalcanti

Oi, tudo bem?

Eu sou cheia de ir à livraria, passar horas descobrindo livros novos e acabar saindo de lá com uns três livros que não conhecia, mas me apaixonei pela história. Esse foi o caso de Dias de Inferno na Síria, que coloquei em “Um livro que se passa em um país diferente”.

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  • Um livro com mais de 500 páginas
  • Um romance clássico
  • Um livro que virou um filme
  • Um livro publicado este ano
  • Um livro com um número no título
  • Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos
  • Um livro com personagens não humanos
  • Um livro engraçado
  • Um livro de uma autora feminina
  • Um mistério ou thriller
  • Um livro com um título de uma palavra
  • Um livro de histórias curtas
  • Um livro que se passa em um país diferente
  • Um livro de não ficção
  • O primeiro livro de um autor popular
  • Um livro que não leu ainda de um autor que você ama
  • Um livro recomendado por um amigo
  • Um livro ganhador do prêmio Pulitzer
  • Um livro baseado em uma história real
  • Um livro que está no final da sua lista
  • Um livro que sua mãe adora
  • Um livro que te dá medo
  • Um livro com mais de 100 anos
  • Um livro baseado inteiramente em sua capa
  • Um livro que você deveria ter lido na escola mas não leu
  • Um livro de memórias
  • Um livro que você leia em um dia
  • Um livro com antônimos no título
  • Um livro que se passa em algum lugar que você sempre quis visitar
  • Um livro que foi lançado no ano em que você nasceu
  • Um livro com uma crítica ruim
  • Uma trilogia
  • Um livro da sua infância
  • Um livro com um triângulo amoroso
  • Um livro que se passa no futuro
  • Um livro que se passa no ensino médio
  • Um livro com uma cor no título
  • Um livro que te fez chorar
  • Um livro com magia
  • Um romance gráfico
  • Um livro de um autor que você nunca leu
  • Um livro que você possui e nunca leu
  • Um livro que se passa em sua cidade natal
  • Um livro que originalmente foi escrito em outra língua
  • Um livro que se passa durante o Natal
  • Um livro de um autor com as mesmas iniciais que as suas
  • Uma peça
  • Um livro que foi proibido
  • Um livro baseado ou que se transformou em uma série de TV
  • Um livro que você começou e nunca terminou

A guerra da Síria que começou em março de 2011 contra o governo opressor de Bashar Al-Assad, hoje está com 4 anos e segundo a ONU mais de 215 mil mortos incluindo quase 11 mil crianças. Em março de 2015, o site de noticias G1 anunciou que a guerra não tem perspectiva de fim.

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Em 2012, quando a guerra ainda não tinha atingido todas as cidades do país e a capital Damasco ainda não mostrava sinais da guerra, o jornalista Klester Cavalcanti conseguiu um visto de imprensa para poder escrever uma reportagem sobre a guerra para a revista IstoÉ. Klester foi até Beirute no Líbano onde seus amigos Shadi e Chadia Kobeissi o ajudariam a entrar na Síria de ônibus. Seu plano inicial era ir diretamente à Homs, a cidade mais afetada pelos conflitos, justamente onde a guerra eclodiu, onde encontraria seu contato do ELS (Exército Livre da Síria) que o acompanharia durante os conflitos para que pudesse registrar o caos que estava na cidade.

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Antes de conseguir entrar na Siria, teve sua entrada negada pelos policiais rodoviários na fronteira, tendo que ir a Damasco e de lá pegar um táxi até Homs. Entre várias complicações no caminho, conseguiu entrar na cidade, mas o carro foi parado em um posto militar das forças do governo, onde se viu na mira de armamento pesado e pessoas violentas que não estavam dispostas a deixar um Sahafi (jornalista) registrar o que realmente estava acontecendo. Vale reforçar que em 2012, com pouco tempo de guerra, o mundo ainda não sabia muito bem o que se passava na Síria, era fato sabido que havia uma guerra, mas não era divulgada a realidade desumana vivida pela população.

Quando os militares vêem um jornalista, têm ordens para não facilitar nada para seu trabalho, apreendem seus equipamentos e o prendem em uma salinha. Durante algumas horas Klester é mandado assinar um documento em árabe, língua que não sabe falar, e quando se nega a assiná-lo é torturado e ameaçado.

Klester é informado de que será libertado, mas na verdade é preso na penitenciária de Homs, e fica lá durante seis dias sem que ninguém do Brasil saiba de seu paradeiro. Sem conseguir fazer o relato que tanto queria e após passar por todo tipo de coisa, se vê sem esperanças de sair do país com vida.

O mais legal da história toda, é que mesmo em meio a uma realidade horrível, ainda existem pessoas boas que se tornam grandes amigas do jornalista brasileiro. O mundo pode ser cruel, a vida pode ser dura demais para aguentar, mas sempre vão existir a maioria de pessoas de bem que nutrem esperanças de que um dia tudo pode se resolver.

Obs.: O livro é uma história real e todos os fatos narrados nas 285 páginas são verídicos.

Beijos e até a próxima.

Carolina

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